Número de ações dos centros culturais de BH é o maior desde 2009

Número de ações dos centros culturais de BH é o maior desde 2009 

Em 2015, as unidades da Fundação Municipal de Cultura ofereceram aos belo-horizontinos mais de 5 mil atividades culturais gratuitas

Publicado em 29/05/2017, por Leonardo Amorim
Um lugar que cumpre o seu dever constitucional de tornar a cultura acessível a qualquer cidadão. Esses são os centros culturais, administrados desde 2005 pela Fundação Municipal de Cultura (FMC), entidade vinculada à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Os 17 espaços, distribuídos em nove regionais da cidade e abertos ao público, oferecem opções de arte, lazer e esportes à população. Cada centro cultural conta com uma programação diversa, que vai desde a grupos teatrais, aulas de violão, capoeira e oficinas de bordado.
Apesar dos problemas pontuados pela população, como os horários de funcionamento, os centros culturais de BH vêm mantendo nos últimos anos um calendário ativo de fomento à cultura. Na última pesquisa feita em 2016 pela Fundação Municipal de Cultura, cujo ano-base foi 2015, constatou-se que tais locais promoveram 5.876 ações. Entretanto, esse número só perde para o de 2009, quando os centros culturais foram palco de 6.518 iniciativas.
De acordo com os indicadores da FMC, a unidade campeã em realização de atividades culturais é o Centro Cultural de Venda Nova, com 830 ações. O Centro Cultural da Pampulha ocupa o segundo lugar com 587 iniciativas, enquanto o Centro Cultural Padre Eustáquio encerra o pódio com 564 ações.
No entanto, o ranking do órgão da PBH ganha cara nova quando o assunto é o total de público atendido pelos espaços. Os centros culturais que ocupam as três primeiras posições nessa categoria são pertencentes à regional do Barreiro.  Em primeiro lugar, aparece o Centro Cultural Vila Santa Rita com 131.488 pessoas atendidas. Em seguida, tem-se o Centro Cultural Lindéia/Regina com 117.656 frequentadores. Já o Centro Cultural Urucuia consta ter recebido 104.017 pessoas.
Além de ser a regional que abriga os centros culturais mais frequentados, o Barreiro também soma o maior público. Foram 358.093 pessoas que passaram pelas quatro unidades da FMC naquela localidade.
Segundo o último ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira, grande parte dos centros culturais resultaram de uma demanda da própria população belo-horizontina, por meio do Orçamento Participativo. Para o ex-gestor, a necessidade foi ainda mais sentida por moradores de comunidades periféricas.
Novidade no pedaço
Os moradores da região Nordeste de BH finalmente ganharam o seu primeiro centro cultural. Até então, essa era a única região da capital que não usufruía de um espaço do tipo. Embora não apareça nos últimos indicadores da FMC, a Usina de Cultura, no bairro Ipiranga, foi inaugurada em meio às férias escolares no fim de 2016. O novo centro cultural está sediado em um galpão da Prefeitura de 2.700 m2, sendo 1.200 m2 de área coberta e 1.500 m2 de área externa.


Região Nordeste de BH finalmente tem um espaço gratuito para a promoção da cultura (Crédito: PBH) 




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